Gourmet
- Hamburgueria Londrina

- 23 de ago. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 26 de ago. de 2018
Alimentação saudável e gourmet
Comer melhor ou restringir a dieta não significa ser menos exigente quanto à apresentação do prato

A expressão “comer com os olhos” nunca foi tão válida. A apresentação do prato é essencial mesmo para quem, por escolha ou necessidade, restringiu ou mudou a dieta de alguma forma: os que aderiram a alimentos frescos e orgânicos, os que fazem questão de comida funcional, os sem lactose, glúten ou açúcar e até os chamados “radicais”, que tiraram carnes, parcial ou completamente, do prato.
De olho na demanda, chefs de cozinha e estabelecimentos seguem investindo em cardápios que atendem os vários tipos de consumidores, sem descuidar da montagem do prato. Caso do nutricionista Fabiana Paschoa, que há dois meses inaugurou seu novo restaurante. Com objetivo de unir o saudável e o gourmet, a casa “vai muito bem, obrigada”.
Fabiana conta que a partir de um estudo de mercado concluiu que a capital goiana não possuía um lugar especializado em comida saudável onde os clientes pudessem ter acesso a drinks alcóolicos. “As pessoas se arrumam para vir ao restaurante. É sofisticado e segue as regras do sem glúten, sem lactose e sem carboidrato”, conta.
A adega do local conta com 250 rótulos de vinhos clássicos, incluindo opções de orgânicos e biodinâmicos. Mas o requinte não para por aí: o cardápio é assinado por um chef, Ian Baiocchi. Na cozinha só entram alimentos frescos e, em sua maioria, orgânicos, e sucos e sobremesas são preparados exclusivamente com açúcar demerara.
Crescente
Os clientes de Fabiana fazem parte de um grupo que cresce a passos largos. O Brasil já é o quinto maior mercado de alimentos e bebidas saudáveis, com volume de vendas de US$ 27,5 bilhões em 2015, segundo levantamento da Euromonitor. O crescimento do segmento impressiona: 20% ao ano desde 2012, ante média mundial de 8%.
Ainda segundo a pesquisa, esse consumidor está disposto a pagar mais pelo saudável. Por exemplo, 200 gramas de torrada convencional, fabricada com farinha branca, custa em média R$ 4,50. O mesmo produto, na mesma quantidade, feito de farinha de castanhas do Brasil e mix de sementes, sem conservantes e gorduras trans, sai por R$ 25. No geral, o custo do mercado com alimentos diferenciados sobe 30%.
Nem sempre a mudança de hábitos é motivada por vontade. Por estética, a designer Jéssica Torres já havia tirado o carboidrato da dieta, mas quando descobriu intolerância à lactose mudou de vez a rotina. Precisou aprender a fazer o próprio pão. “Hoje Goiânia melhorou muito e quem tem intolerância a qualquer alimento está melhor assistido. Encontrei uma padaria e uma pizzaria que trabalham com massas sem glúten”, diz.
A pizzaria frequentada por Jéssica oferece um cardápio exclusivamente sem glúten e lactose. O proprietário, Andrés Mella, é economista, mas por conta da intolerância da esposa, começou a fabricar pizzas. “Queríamos pizzas apresentáveis e que a diferença na massa ficasse imperceptível. O público é muito exigente quanto à aparência”, afiança.
Fonte: https://www.opopular.com.br/editorias/magazine/alimenta%C3%A7%C3%A3o-saud%C3%A1vel-e-gourmet-1.1290858

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